
O 15º BPM remeteu à Justiça Militar o inquérito instaurado na corporação para apurar a troca de tiros ocorrida, em outubro, entre policiais militares do Setor de Inteligência do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) e agentes do Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc), na divisa entre os bairros Olaria e Estância Velha, em Canoas. Conforme o comandante do Batalhão, os quatro PMs foram absolvidos por não ter ficado comprovado crime, nem transgressão disciplinar por parte dos soldados. De acordo com o tenente-coronel Mário Ikeda, cabe agora ao Ministério Público Militar decidir entre arquivar o caso ou oferecer denúncia por crime doloso contra a vida.
Durante o incidente, cinco agentes e quatro PMs investigavam um ponto de tráfico no Olaria. Segundo a PC, agentes do Denarc foram seguidos pelos soldados e o tiroteio começou. A versão da BM é que os tiros tiveram início após os PMs serem perseguidos pelos agentes. Não está claro quem atirou primeiro. Segundo o relato dos dois lados, nenhuma das viaturas era identificada.
Já o inquérito realizado pela Polícia Civil deve ser finalizado até esta sexta-feira (16). Conforme a delegada responsável pelas investigações, Anita Maria Klein, da 11ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, que não adiantou detalhes a respeito das conclusões, falta receber o resultado da perícia de uma das viaturas discretas que foram usadas pelos servidores que pensavam estar diante de traficantes, para encerrar o caso.
No incidente em Canoas, um agente do Denarc ficou ferido após receber um tiro de raspão na cabeça.
Ouça o áudio: Comandante do 15° BMP, tenente-coronel Mário Ikeda
Ouça o áudio: Titular da 11ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, Anita Maria Klein
Polícia Civil indicia quatro PMs por tentativa de homicídio
Troca de tiros com agentes do Denarc aconteceu em Canoas
A Polícia Civil (PC) indiciou por tentativa de homicídio os quatro policiais militares que trocaram tiros com integranets do Departamento de Investigação de Narcóticos (Denarc) e balearam um agente na cabeça, em outubro, na divisa entre os bairros Olaria e Estância Velha, em Canoas.
A delegada Anita Klein, da 3ª Delegacia do município, preferiu não dar detalhes das conclusões que teve sobre o caso para evitar polêmica entre as duas corporações. Os quatro indiciados foram absolvidos no inquérito conduzido pela Brigada Militar.
Cinco agentes e quatro PMs investigavam um ponto de tráfico no bairro Olaria. Segundo a PC, agentes do Denarc foram seguidos pelos soldados e o tiroteio começou. A versão da BM é que os tiros tiveram início após os agentes perseguirem os policiais militares. De acordo com a PC, as duas viaturas da BM e a do Denarc não tinham logotipo das corporações.
Testemunhas disseram à delegada Anita que os policiais civis usaram giroflex após se estabelecer o confronto. Não ficou claro se os militares atiraram antes ou depois do uso do sinal luminoso que identifica carros da segurança pública. O inquérito foi encaminhado nessa quinta-feira ao Ministério Público do Estado (MP).
Fonte: Samuel Vettori / Ronaldo Berwanger Rádio Guaíba