
As conquistas obtidas pelos policiais e bombeiros militares do Ceará após uma greve de grande repercussão nacional, neste início de ano, parecem ter acirrado os ânimos dos profissionais, no convívio dos batalhões.
É essa a impressão que fica, quando o presidente da Associação de Cabos e Soldados Militares daquele estado, Flávio Sabino, faz um discurso de ‘paz e união’ na corporação.
Na avaliação de Flávio, “o momento de reivindicação já passou”. A hierarquia e a disciplina devem ser respeitadas, acrescenta Sabino.
- Não devemos de forma nenhuma, nos quartéis, menosprezar aquelas pessoas que não aderiram ao movimento ou não participaram dele. É necessário entendermos que cada pessoa tem o seu limite, a sua maneira de agir. Não podemos taxar uma pessoa de ‘covarde’, simplesmente porque essa pessoa não tem a mesma coragem ou determinação que nós temos – pediu o presidente da ACSMCE.
Ele apelou aos oficiais que, segundo denúncias, estariam fazendo ‘retaliações’ contra PMs que participaram dos movimentos. “Não façam isso, vamos lutar juntos pelo bem da corporação”, disse.
Da mesma forma, foi enfático ao afirmar que a Associação não vai compactuar com atos de indisciplina e insubordinação.
- Subserviência não. Mas respeito e obediência, sempre! – arrematou Flávio Sabino.
Organização
Os policiais e bombeiros militares do Ceará mostraram que merecem as conquistas obtidas neste triunfal início de 2012. Não pela greve, apenas. Mas pelo nível de organização da ACSMCE.
Desde o banner por trás do seu presidente, até as palavras de “olhar à frente” expressas pelo representante.
ParaibaemQAP