
Aconteceu dia 6 de janeiro a primeira conversa de 2012 envolvendo a ABAMF e o representante do governo estadual, o secretário da casa civil, Carlos Pestana, responsável pelas negociações com os servidores estaduais. Foi a preliminar de vários encontros que acontecerão a partir da segunda quinzena de janeiro, buscando aproximar os números da correção salarial em março.
Após a negociação com os delegados de polícia, o Executivo Estadual, abriu mais que uma janela, escancarou uma porta para que os militares estaduais reivindiquem a isonomia com os policiais civis e a verticalidade. Uma das primeiras frases de Carlos Pestana foi a seguinte: "o impacto financeiro da isonomia dos delegados foi de 0,6%". Mas, logicamente, o governo sabia que ao conceder a isonomia para uma categoria abri precedente para outros grupos reivindicarem o mesmo tratamento.
No ano de 2011, durante a negociação do reajuste emergencial, a ABAMF reivindicou ao governo do RS o calendário de reajustes até 2014 para que os brigadianos tenham conhecimento de como estará o salário em médio prazo. Naquele momento, o próprio secretário da casa civil solicitou que o cronograma de reajustes fosse feito em 2012. Pois bem, é chegado o momento da formação da calendário com a valorização dos policias e bombeiros militares gaúchos.
O governo estadual parece ter boa vontade, mas isso deve se traduzir em números percentuais nos vencimentos dos brigadianos que esperam alcançar salário digno há muitos anos. O proximo encontro entre a representação dos servidores de nível médio da BM e o governo do RS servirá para o agendamento de diversos encontros onde seráo apresentadas tanto a reivindicação da categoria quanto a proposta do governo.
A categoria, e isso o Executivo Estadual já sabe, estará atenta. 2011 foi marcante, pois mostrou que os brigadianos têm união, força e apoio da sociedade. Mas é sempre bom reafirmar. Chegou ao fim o tempo em que os militares estaduais ficavam em segundo plano. O momento é de valorização e a ABAMF está pronta para negociação.
Paulo Rogério N. da Silva
Jornalista ABAMF