
O bombeiro Jairo Pereira, que auxiliou uma mãe a dar à luz na manhã desta terça-feira, conta que fez o possível para acalmá-la até a chegada da ajuda, mas o bebê não esperou. Por volta das 8h30min, Denise Daiane da Silva entrou em trabalho de parto em casa, no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre. Depois de ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que a orientou a se dirigir ao hospital, ela pediu a ajuda de uma amiga, que acionou o serviço de emergência dos Bombeiros pelo 193.
Depois do contato, foi o soldado Pereira que ligou para a casa de Denise, que já estava com contrações. Como a bolsa não havia rompido, ele disse que tentou acalmá-la para que ela aguentasse até a chegada de uma viatura ao local. “Eu mandaria nem que fosse um caminhão para lá”, afirmou Pereira. O acerto entre os dois foi de que ela ligaria para o 193 caso a bolsa rompesse.
Pouco menos de 10 minutos depois, pelo 190, um homem, que seria vizinho de Denise, informava que estava segurando um bebê recém-nascido e que precisava de ajuda. A ligação foi transferida para Pereira, que identificou se tratar da mesma ocorrência. Então, ele orientou os primeiros cuidados, como aquecer mãe e filho e colocar o bebê junto ao peito da mãe.
Ao checar como teria sido feito o parto, o bombeiro se preocupou com o corte feito no cordão umbilical. “Eu pedi que amarrassem o cordão, mas o homem me disse que havia cortado." No entanto, o corte foi feito com três dedos de distância. "Deveria ser um palmo, no mínimo”, relatou Pereira. “Então pedi que o homem pegasse o cadarço de um sapato e amarrasse bem forte." Enquanto isso, uma guarnição do 20º BPM se deslocava para o local e levou mãe e filha para o Hospital Nossa Senhora da Conceição. Conforme funcionários da maternidade, Denise e a menina, Vitória, passam bem.
Ouça o áudio: Jairo Pereira explica como foi o atendimento
Ouça o áudio: Atendente ficou preocupado com corte no cordão umbilical
Fonte: Ieda Risco / Rádio Guaíba