
Com a aproximação da data-limite estipulada pela Casa Civil para apresentação da proposta de remuneração por subsídio, dia 23 de janeiro, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm) já se prepara para pressionar o Palácio Piratini. A Casa Civil ainda não confirmou o dia e o horário da audiência, mas os agentes preparam forte mobilização diante do Piratini no dia do encontro.
O sindicato garante que não haverá restrição de atendimento à sociedade nesta data, mas defende o direito de mobilização.
O presidente da Ugeirm, Isaac Ortiz, revelou ontem que proposta de progressão salarial desenvolvida pela categoria foi encaminhada há três meses para o governo estadual, que a aproveitou integralmente na negociação feita com delegados de Polícia.
"Não aceitamos rebaixamento de padrão, como aconteceu em 1984, nem abismo salarial, como aconteceu em 1992", diz Ortiz, lembra o presidente da entidade. Ele destacou que a remuneração por subsídio, modelo adotado pelo governo, extingue gratificações. "No Ceará, a transformação em subsídios foi ruim e é a razão para a greve de lá", disse.
Correio do Povo