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PAULO ROGERIO NASCIMENTO DA SILVA
Archimedes Marques
Seg. Pública

BRASIL
Postado em: 23/01/2012 às 21h00
TAMANHO DA FONTE  A- A+
Cabo-vereador afirma: Greve no Ceará serve de inspiração para as demais PMs do Brasil
No mundo contemporâneo, quem será o primeiro governador do Brasil a punir PMs por causa de greves?

Não se entende por que um país que se diz ‘democrático’ insiste em tolher uma categoria profissional de direitos garantidos à imensa maioria dos trabalhadores. Se um juiz de direito – que tem todos os privilégios conhecidos – pode fazer greve, por que um soldado da PM deve ser eterno resquício da escravidão no Brasil?

Assim como a rebeldia quilombola, os policiais militares neste país já estão percebendo que têm força suficiente para quebrar as correntes e ecoar o grito de ‘liberdade’. Queiram os ultrapassados ou não.

Foi mais ou menos o que disse o cabo Júlio Cesar, que é vereador em belo Horizonte. Confira a íntegra de suas declarações.

 

“A Polícia Militar é proibida de fazer greve por força de lei, mas a greve de seis dias da PM do Ceará, que gerou avanços para o segmento, serve de modelo a militares de todo o País”.

A observação é do vereador de Belo Horizonte (MG) e ex-deputado federal, Júlio César Gomes dos Santos, o Cabo Júlio (PMDB), que previu em seu Blog a paralisação de policiais militares do Pará, com base na experiência ocorrida no Ceará, de 29 de dezembro a 3 de janeiro último.

Segundo o vereador, que liderou a greve da PM de Minas Gerais (1997), além do Ceará e do Pará, os policiais dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Roraima, como ainda do Distrito Federal, estão prestes a parar as suas atividades, incentivados pelos resultados obtidos no Ceará.

De acordo com o comando de paralisação no Pará, três batalhões aderiram ao movimento. Segundo ainda o comando, os policiais foram para o trabalho, mas se recusaram a deixar os quartéis. Em nota, o Governo do Pará reconheceu o movimento nos batalhões de Marituba (21º BPM), Ananindeua (6º) e Icoaraci (10º), mas disse que a manifestação durou poucas horas e que a situação já teria sido normalizada na madrugada desta sexta-feira (20).

Os policiais militares irão avaliar nesta sexta-feira a proposta do Governo do Pará, que prevê um reajuste escalonado para os praças (soldado a sub-tenente), entre 14,13% a 22, 47%, mas o comando de paralisação requer um acréscimo de 100% no soldo para repor as perdas salariais de cinco anos.

Com Blog do Eliomar

 

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