.jpg)
Dois bombeiros do Rio Grande do Sul embarcaram, no início da tarde deste sábado, para o Rio de Janeiro com objetivo de acompanhar os trabalhos das autoridades fluminenses no local onde três prédios desabaram e pelo menos 17 pessoas já foram encontradas mortas. A meta é buscar experiência que sirva de auxílio em fiscalizações, consideradas essenciais para evitar novas tragédias no Rio Grande do Sul.
Segundo a corporação, um dos oficiais, o coronel Adriano Krukoski, que também é engenheiro civil, tem como missão checar no local do acidente a investigação de bombeiros e peritos sobre as causas do desmoronamento. "Ele vai analisar a patologia das construções e acompanhar diretamente o trabalho de gerenciamento geral das operações", disse o subcomandante da Brigada Militar, coronel Altair Cunha.
Em 2009, o Estado registrou o desabamento parcial de um prédio que matou quatro pessoas em Capão da Canoa. Na ocasião, a polícia e a perícia identificaram que uma obra de reforma e a ausência de fiscalização foram determinantes para os desmoronamentos.
No Rio, especialistas e dirigentes do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ) sugerem como uma das possíveis causas do desabamento do Edifício Liberdade as obras promovidas pela Tecnologia Organizacional (TO) no terceiro e no nono andares do prédio. Os trabalhos já eram fonte de polêmica muito antes da tragédia.
Ao lado de Krukoski, está o major Romeu Rodrigues da Cruz Neto, que é especialista em cães de resgate em busca e salvamento. "Ele irá aprimorar os conhecimentos nesta área acompanhando as buscas aos corpos no meio dos destroços", detalhou o comandante dos Bombeiros no RS.
Fonte: Estevão Pires / Rádio Guaíba