
O chefe de Polícia do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, amenizou as ameaças dos agentes da categoria e afirmou que é impossível boicotar as operações dos departamentos estaduais de Investigações Criminais (Deic) e de Investigação do Narcotráfico (Denarc), uma vez que o servidor público tem um dever constitucional a cumprir. Vieira Júnior, a exemplo das negociações com os delegados de polícia, acredita que o diálogo com os policiais civis está no bom termo e terá desfecho positivo.
O diretor da Ugeirm-Sindicato, Fábio Castro, adiantou que tem até data para iniciar a mobilização ao boicote. Castro alertou que na próxima segunda-feira haverá encontro com os colegas do Deic. O sindicalista declarou que o principal argumento para a adesão ao movimento que pretende paralisar as operações policiais é a possível diferença salarial entre classes.
Pela proposta do governo, em 2018, um agente com nível superior passaria a receber R$3,7 mil, enquanto um delegado ganharia R$18 mil, o que no entendimento da categoria é um abismo consolidado por uma diferença de quase R$15 mil. Até o fim de fevereiro, haverá nova audiência no Palácio Piratini, mas a categoria já agendou assembleia para sete de março, com o objetivo de deliberar sobre uma greve.
Ouça o áudio: Chefe de Polícia Ranolfo Vieira Júnior
Ouça o áudio: Diretor do Ugeirm-Sindicato Fábio Castro (1)
Ouça o áudio: Diretor do Ugeirm-Sindicato Fábio Castro (2)
Fonte: Voltaire Porto/Rádio Guaíba