
Cerca de um mês antes de apreciarem o indicativo de greve, agentes do Departamento de Investigações Criminais (Deic) entregaram telefones celulares funcionais e viaturas que consideram não estar em condições de trafegabilidade nesta manhã no Palácio da Polícia, em Porto Alegre. O ato faz parte de um protesto que a categoria chama de "Operação Cumpra-se a Lei".
Na segunda-feira, os policiais decidiram parar de realizar funções que não cabem a suas categorias. Desde então, agentes não têm feito relatório de inquérito policial e tampouco requisitado medidas cautelares à Justiça. As viaturas do Deic têm sido entregues no pátio do Departamento às 18h, apontando que os agentes não cumprem mais plantão de sobreaviso fora do horário de expediente.
Segundo o presidente do Sindicato dos Escrivães, Investigadores e Inspetores de Polícia (UGEIRM/Sindicato), Isaac Ortiz, uma assembleia em 7 de março decidirá se a categoria cruza ou não os braços para reivindicar reajuste salarial.
— A partir de agora, nós só vamos fazer a nossa obrigação, sem horas extras. O agente trabalha muito além do horário — afirma Ortiz.
No final de janeiro, os agentes de Polícia Civil rejeitaram a proposta de reajuste salarial oferecida pelo chefe da Casa Civil, Carlos Pestana. Na ocasião, Pestana garantiu que o órgão elaboraria uma nova proposta, que seria apresentada até o fim de fevereiro.
ZERO HORA