
Em reunião realizada em Brasília, a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis aprovou a proposta de greve nacional da categoria. Não há data prevista para a paralisação, já que foi definida uma série de assembleias em todos os Estados, em 16 de março. De acordo com o presidente da Confederação, Jânio Bosco Gandra, a decisão de indicativo de greve precisa ser referendada nos encontros estaduais simultâneos, convocados pelos sindicatos filiados à Cobrapol. “Somente depois de mobilizar a classe em todo o país será possível estabeler um período para o início da paralisação”, explicou. A orientação é para uma greve ordeira e pacífica. A garantia da Cobrapol é de que em todo o Brasil serão mantidos 30% do contingente policial trabalhando.
As reivindicações envolvem a aprovação da Lei Orgânica da Polícia Civil, que estabelece um plano de cargos unificado nacionalmente, a regulamentação do direito à greve e a aposentadoria especial, além da aprovação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 446/300, que instituem o piso nacional para policiais civis, militares e bombeiros.
No Rio Grande do Sul, o dirigente da Ugeirm Sindicato, Fábio Castro, disse que a assembleia da categoria, marcada para sete de março, deve ser transferida para o dia 16, atendendo ao pedido da organização nacional. A idéia é engajar os policiais civis gaúchos na luta por um reajuste através da greve, pressionando o Palácio Piratini
por uma aproximação salarial com os vencimentos de um delegado de polícia.
Depois de ter mobilizado agentes do Deic a deflagrarem uma espécie de operação-padrão desde a semana passada, a Ugeirm procura, nesta segunda-feira, os agentes do Denarc. O presidente do sindicato, Isaac Ortiz, vai sugerir que, além da entrega de viaturas e aparelhos celulares, os policiais se neguem a tomar depoimentos de suspeitos de tráfico, já a partir de quarta-feira, como forma de pressionar o Piratini.
Fonte: Voltaire Porto / Rádio Guaíba